8 de jul. de 2013

Quer saber?

Sabe aqueles dias em que você morre de saudade e já nem sabe se quer esquecer?
Nesse dia relampejava lá fora e chovia forte bem aqui dentro de mim
Quando o telefone tocou... Era ele!
Oi, Amor!
Sei que você pensa: já não faz nenhum sentido eu te chamar de amor
Me perdoe, eu não consigo evitar, amor
A minha mão discou teu número, foi sem querer
Se acabou, diz pra mim o que é que eu faço pra acabar com a dor
Já rasguei o seu retrato, mas não se rasgou
Eu trago na minha memória mil imagens de nós dois
E os versos que escrevemos de uma história de amor sem fim
Você virou a página e se esqueceu de consultar a mim
Quer saber?
Quer saber, será que foi Deus mesmo quem te deu coragem para me entender?
Quer saber, eu acho que foi mero acaso, você disse que foi sem querer
Quer saber, se a nossa história fosse nada eu nem iria te atender
Quer saber, desliga o telefone e vem aqui na porta pra eu te ver.
Só quem já enlouqueceu de saudade
Sabe o que é não saber distinguir
Entre os estrondos dos trovões
E as batidas frenéticas do próprio coração!
Eu corri pra abrir a porta e naquele momento...
Já sabia o que ia fazer.
Oi, Amor!
Sei que você pensa: já não faz nenhum sentido te chamar de amor
Me perdoe, eu não consigo evitar, amor
Eu tava tão acostumado a passar por aqui
Bom te ver! Você tá bonita, e essa blusinha foi eu quem te deu
Eu to querendo ler aqueles livros, você se esqueceu
A minha mãe mandou mil beijos de saudades.
Sinceramente, muita coisa tua eu nem to nem afim de devolver
Tantos presentes, momentos lindo!
Aquela briga você se lembra?
Nada só meu, nada só treu, é tesouro nosso
Depois de tudo isso você diz que é capaz de se esquecer
Quer saber?
Quer saber, sei que é mesmo uma loucura mas que tal uma proposta?
Quer saber, se não houvesse esperança, você não teria aberto essa porta
Quer saber, dos presentes que eu te dei, meu coração, eu não aceito de volta
Quer saber, vem aqui me dá um beijo. Meu olhar já te deu a resposta.


6 de abr. de 2013

Ele não gosta de você.

Por Priscila Nicolielo

Minha amiga, ele não gosta de você. Gosta da cama, do colo, das marcas que deixa. De como a pele cora, o sexo molha, a unha arranha. Da respiração ofegante, do gosto das noites. É louco pelo perfume que você exala de madrugadas, quando a razão não toma conta. Mais nada. Ele não se importa, minha amiga. Só sabe ver o espelho. É veneno pro seu coração.
Ele se arrasta que até sangra, quando te precisa. Mas é de mentira. Ele te persegue como os rios, o mar. Parece devotado. Você acorda com o celular entulhado de mensagens sugerindo verdade. Mas, minha amiga, não é nem desprezo. É tudo falso, como maquiagem. É perecível o interesse dele. O que se mostra amor é só vontade. É capricho mesmo.
Ele te convence de um gostar intenso e talvez solte isso entre dentes. Ao lado dele, o ar tem música. A alegria pulsa. Espalha encanto pelas ruas. Você é a única, diz ele. Dela não gosto. Naquela não vejo beleza. Só você compensa.
Mas quando a lua se despede, ele foge junto. Deixa reticências. Ele não fecha a casa. Ele nunca interrompe vocês. Apenas pausa. A saudade aumenta com o silêncio, eu te entendo. Mas esse homem sempre escapa. É areia nos dedos. O que sobra é abstinência.
Nos intervalos dele, a vida segue apática. A música não tem estímulo. O olhar quase dorme. A energia desaparece quando ele some. Você se entrega. Mas dias assim não são raridades, você sabe. É o que traduz você e ele.
Quando o sorriso começa a voltar das férias, também ele volta. Um play no seu coração. Seria dolorido, se não apagasse com velocidade a tristeza que ele deixa toda vez que parte. Aí você injeta mais um pouco dele, porque sem ele é descontrole extremo.
O farelo que ele oferece, oxigênio.



*Eu que achei ninguém, nunca iria entender. Para mim!

25 de fev. de 2013

Quer Dizer

Quer dizer,
Que eu não sou mais nada pra você,
Não sou mais que um jogo de prazer,
Que você cansou de ter pra si.

Quer dizer,
Que eu vou ter que sempre implorar,
Pra ter um pouco do que eu te dei,
Não é certo mais me humilhar.

Não vou mais aceitar,
O teu jeito de amar,
Faz doer....

Chega, eu já não quero mais te ver agora.
Chega! Já não importa mais o teu prazer.

Chega!

6 de nov. de 2012

Desculpa se te chamo de amor.

“Eu tenho direito de conservá-lo como amigo, não é? Além do mais, se para ele tudo bem…
Ele poderia dizer chega, mas não diz. E, no fundo, o que tem de estranho? Conversamos, tomamos uma cerveja no fim da tarde, trocamos mensagem, e-mails, conversamos no Facebook, saímos para passear, vamos ao cinema, à shows. Só isso. ... Ou melhor, mais que amigos, porque já experimentamos o que significa estar juntos, com todas as complicações que isso representa, e agora nos limitamos à melhor parte. O que isso tem de estranho?”


Federico Moccia

16 de out. de 2012

Odeio

Eu odeio o seu sorriso
E seu jeito de falar
Eu odeio quando você me olha e dou risada sem pensar
Eu odeio quando você me chama para conversar
Eu odeio quando você vem odeio mais ainda te esperar
Eu não sei o que fazer
Não tem ninguém aqui pra me impedir de te escrever
Outra canção pra me fazer entender
Que eu te odeio tanto por que gosto de você
Eu nunca acreditei que era mesmo pra valer
Eu nunca admiti que me importava com você
Agora tanto faz não quero mais me esconder
Estou falando na sua frente que eu te odeio
Por gostar tanto assim de você
Eu odeio dar conselhos que você nem vai usar
Eu odeio quando você fala dela e eu finjo não ligar
Eu odeio ver você com alguém que não tem nada haver
Eu odeio ela ser tão sem graça
E você nem perceber...
Você...  Vai acordar num dia e perceber
Que mesmo sendo um pouco estranha do meu jeito
Eu tentei te convencer
Que hoje eu acredito que é mesmo pra valer
Confesso eu admito que me importo com você
Agora tanto faz não quero mais me esconder
Estou falando na sua frente que eu te odeio
Por gostar tanto assim de você.

13 de set. de 2012

Pois é...

Um dia vai dar certo... Ah! Vai, mas antes disso vai dar tudo errado. Tudo. Você vai se decepcionar com as pessoas que mais gosta, vai tirar notas ruins mesmo tendo passado a noite estudando, vai brigar com a sua mãe e ouvir que você não faz o suficiente. Vai cortar o cabelo e achar que ficou horrível! Vai ver o namorado com a sua melhor amiga, vai perder pessoas que ama, vai se esforçar para fazer ele feliz e não vai ser valorizada, vai usar o seu melhor vestido e ele nem vai notar, vai dizer um “eu te amo” e escutar apenas um “eu também”. Vai descobrir que aquela amiga “tão querida” nunca quis seu bem, vai tentar agradar a todos e mesmo assim ouvir pessoas que nem te conhecem falando mal de você. Vai descobrir que é impossível fazer sempre o certo e agradar a todos. Vai perceber que erros não passam despercebidos e que as pessoas vão sempre te julgar. Vai cair de cara no chão, de novo e de novo...
Se machucar toda, carregar cicatrizes e achar que não consegue mais e quando você não tiver mais forças, vai aparecer alguém para te dar a mão e te levantar... Ah! Vai....

31 de ago. de 2012

Coisas de Marilyn!


‎"Eu acredito que tudo acontece por um motivo. As pessoas mudam para que você possa aprender a deixá-las. As coisas dão errado para que você aprenda a dar valor a elas quando estiverem certas. Você acredita em mentiras e eventualmente aprende a confiar em ninguém, exceto você mesmo. E as vezes...coisas boas dão errado para que coisas melhores possam dar certo."